segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Horário de verão reduz em 15% consumo de energia da União

União economizou R$ 83,3 milhões na conta de energia, segundo informações da ONG Contas Abertas

Da Agência CanalEnergia, Consumidor
17/02/2009

O horário de verão contribuiu para que os órgãos federais economizassem R$ 83,3 milhões na conta de energia, segundo informações da ONG Contas Abertas. O saldo representa uma economia de 15% na comparação com o horário brasileiro de verão entre 2007 e 2008, no qual foram gastos R$ 545,1 milhões em energia elétrica. No período do último horário de verão, a quantia paga pelos órgãos dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário foi de R$ 461,7 milhões.

Segundo a Contas Abertas, o Ministério da Defesa, que envolve o consumo do Exército, Marinha e Aeronáutica, foi o órgão que mais consumiu energia no ano passado, contabilizando R$ 235,4 milhões. Ainda de acordo com a assessoria da ONG, o Ministério mantém desde 2001 uma política de racionalização de energia, que inclui, entre outras medidas, análise e registro permanentes do consumo e revisão de contratos.

O Ministério da Educação ficou em segundo lugar com pouco mais de R$ 229 milhões com energia. Os gastos correspondem, segundo a ONG, à estrutura composta por universidades, autarquias, instituições e a Subsecretaria de Assuntos Administrativos, responsável pela despesa do edifício sede, anexos e das representações do ministério no Rio de Janeiro e em São Paulo.

De acordo com o MEC, para otimizar o gasto de energia, foi firmado um projeto com o Instituto de Desenvolvimento Gerencial e o Ministério do Planejamento denominado Programa de Eficiência do Gasto Público. O plano prevê iniciativas referentes aos gastos de energia para o edifício sede e anexo do MEC e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Redução do consumo de ar-condicionado e implantação de campanhas de conscientização para economia de energia, como computadores e lâmpadas desligadas ao final do expediente, são algumas das iniciativas para o MEC. Já para o FNDE, as ações referem-se à aquisição de banco de capacitores para diminuir a energia reativa, além da redução do número de lâmpadas por metro quadrado.

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