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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Agroecologia para vencer a crise

Durante o FSM 2009, produtores familiares, pesquisadores e ativistas sociais latino-americanos defenderam a agroecologia na luta contra a crise mundial de alimentos.

05/02/2009
- A crise mundial de alimentos, conseqüência da alta internacional dos preços, já é uma realidade que aflige cerca de 1,1 bilhão de pessoas em pelo menos 36 países, segundo contas da Organização das Nações Unidos para a Agricultura (FAO). De olho no desafio de resolver estruturalmente o problema, participantes do Fórum Social Mundial (FSM 2009) defenderam a multiplicação de práticas agroecológicas, em escala global, a partir da revalorização dos saberes ancestrais aliada à ciência e à modernidade.

Será um longo caminho, defenderam os participantes da mesa “Agroecologia na América Latina”. Atiçado pela chamada Revolução Verde, que propagou a agricultura intensiva baseada no uso de insumos químicos e grandes monoculturas a partir da década de 60, o planeta passou a testemunhar a substituição da agricultura familiar, baseada na auto-suficiência alimentar e nos mercados locais, pela grande agroindústria orientada para a monocultura de produtos de exportação. Assim, passou a ser cada vez maior o número de pessoas a serem alimentadas por um número cada vez menor de produtores e fornecedores de sementes, o que teria gerado um descompasso entre a evolução dos sistemas agrícolas e quem efetivamente vive no campo. "O que a Revolução Verde fez foi interromper o processo de inovação no nível local", diz Paulo Peter, da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

Para os palestrantes, a solução está longe de ser simples, mas passa pela construção de um modelo agrícola com maior biodiversidade alimentar e independente de insumos não renováveis ligados ao petróleo. O fortalecimento da agricultura familiar e a adoção de novas práticas baseadas na produção agroecológica também serão necessários, assim como o avanço do consumo consciente e a reestruturação do cardápio em favor de alimentos produzidos pelos princípios do comércio justo. Isto é, economicamente viáveis, socialmente justos e ambientalmente corretos.

"A agroecologia tem uma grande oportunidade diante da crise porque acreditamos num modelo múltiplo, diverso e adaptado às culturas locais", acredita Felipe Inigues, do Movimento Latino Americano de Agroecologia (Maela), que reúne mais de 200 associações de 21 países. Isto não significa, contudo, que basta apostar na produção orgânica. "A diversificação é fundamental para a segurança alimentar de quem vive no campo. Não basta ser orgânico se for monocultura”, completa.

Quem concorda é o produtor Roberto Ramires, que representou a Associação de Agricultura Agroecológica da Bolívia durante o FSM. A organização, que reúne 30 mil produtores, aposta em um tripé: alimentos saudáveis e diversos, valorização do homem do campo e resgate das culturas locais com inclusão social. "Esse modelo tecnológico não serve para nós. O mundo precisa entender que os pequenos produtores não são marionetes nem são os cientistas os únicos seres pensantes", afirmou.

Sistematização

Para reafirmar o papel dos agricultores como geradores de conhecimento e inovação, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) aposta na sistematização das experiências que já existem. Segundo a representante da ANA, Maria Emília Pacheco, isso inclui o mapeamento de soluções técnicas e sócio-organizativas capazes de promover a eficiência econômica e a sustentabilidade ecológica dos agroecossistemas. “Precisamos intensificar o intercâmbio de experiências inovadoras, mas é igualmente importante sistematizar essas experiências”, afirma.

Até o momento, a ANA já identificou mais de mil iniciativas em todo o país, incluindo áreas como o manejo de recursos hídricos e de criação animal, bancos de semente e sistemas agroflorestais, entre outros.

Diálogo de saberes

O professor e membro da Sociedade Científica Latino-Americana de Agroecologia (Socla), Walter Priosti, reconhece a necessidade de revalorização dos conhecimentos tradicionais em agroecologia, mas defende também maior participação das universidades no desenvolvimento e difusão de tecnologias e práticas direcionadas ao segmento. "Devemos ter cuidado com o perigo que é negar o papel da ciência nesta luta, até porque a ciência produzida para o pequeno e médio produtor é diferente dessa ciência que resultou na Revolução Verde", argumenta Priosti.

Segundo ele, esta aliança é cada vez mais necessária diante da perversidade gerada pela própria Revolução Verde. É que os sistemas alternativos, diz, tendem a ficar cada vez mais restritos a ambientes hostis, justamente aqueles pelos quais a grande indústria não mostra interesse diante das dificuldades de cultivar. “Isso demanda a geração e difusão de novos conhecimentos. Os sistemas alternativos têm a capacidade de dobrar ou triplicar a produção mundial de alimentos, mas para isso precisamos somar esforços”, completa.

Se depender da Socla, diz, não faltará apoio. Segundo Priosti, já há centros de pesquisa em Agroecologia articulados em países como Brasil, Venezuela, Argentina, Bolívia, Peru e Equador. "E este ano começará o doutorado na Universidade Nacional da Colômbia", completa.

Quem também concorda com a necessidade de um novo diálogo entre produtores e pesquisadores é Paulo Peter, da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA). "Não adianta mudar técnicas sem mudar os procedimentos de geração do conhecimento. Por isso falamos na ABA em práticas sociais de construção de conhecimento", diz. Isso implica, segundo ele, em alterar as lógicas de apropriação de conhecimento no nível local. "A ciência muitas vezes se coloca como monopolista do saber. Pesquisa participativa não é o agricultor ir até a universidade. É o contrário", defende.

Para chegar lá, contudo, é imprescindível conhecer os atores dispostos a se engajar nessa nova frente de inovação, avisa Peter. A ABA já mapeou 70 iniciativas de ensino em agroecologia no Brasil, da extensão ao doutorado. Até novembro, ABA e Socla devem concluir também um mapeamento dos espaços de pesquisa em agroecologia em toda a América Latina. “Precisamos nos conhecer melhor. Sem luta, não há vitória”, completa Felipe.

Por Vinícius Carvalho, jornalista do Portal da RTS

Tecnologia Social para um novo mundo

Mais de 40 pessoas, com as mais variadas formações, debateram no Fórum Social Mundial o papel das Tecnologias Sociais para a construção de um planeta mais justo e solidário.

04/02/2009 - Estudantes, filósofos, geógrafos, assistentes sociais, economistas, comunicadores, educadores, sociólogos e engenheiros estiveram entre os participantes das duas oficinas organizadas pela RTS no Fórum Social Mundial (FSM), em Belém (PA). O objetivo foi debater o papel das Tecnologias Sociais (TSs) para a construção de um novo modelo de desenvolvimento, bem como aproximar os participantes das ações de difusão e reaplicação de TSs no âmbito da Rede.

Segundo definição pactuada no âmbito da RTS, Tecnologias Sociais são “produtos, técnicas e/ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social”. Durante as oficinas, o conceito foi discutido à luz do papel das universidades e do Estado diante do atual modelo de produção técnico-científica e da necessidade de valorização dos conhecimentos tradicionais e comunitários como instrumentos efetivos de geração de conhecimento e inovação.

“As universidades ainda têm estruturas muito rígidas e é preciso aproximar os universitários destas experiências comunitárias. O conhecimento é um direito e precisamos fazer esta afirmação aqui, muito claramente, tendo como referência a relação das ciências com a própria democracia”, defendeu o filósofo argentino Oscar Vallejos, que ensina Ciência, Tecnologia e Sociedade na universidade de Santa Fé (Argentina). “A Tecnologia Social não é um conceito bem entendido, sobretudo na Argentina, e acredito que também possa ser um caminho para nosso país”, acrescentou.

Desenvolvida pelo Pólo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio), a experiência do projeto Encauchados Vegetais da Amazônia foi apresentada durante a oficina como exemplo de como os saberes populares e científicos podem caminhar juntos em favor da inclusão social. A tecnologia, que recupera técnicas indígenas de fabricação da borracha, baseia-se na produção de um composto com a utilização do látex extraído pelos seringueiros com fibras vegetais como a embaúba e o algodoeiro. O látex é aquecido de forma controlada, com a adição de substâncias naturais coagulantes. Para estabilizar o látex, é usada uma mistura de água com cinzas, recolhidas de fornos, fogão e roçados. O resultado desse processo é o chamado "encauchado", atualmente produzido em diversas comunidades da Amazônia para complementar a renda de assentados, caboclos e ribeirinhos. “Sem o conhecimento deles, jamais teríamos tido sucesso”, lembra o professor e coordenador do projeto, Francisco Samonek.

“O problema não é só a apropriação da tecnologia. Quem a produz e para quem ela é feita? São questões que temos de nos fazer”, defendeu Lais Fraga, da incubadora de empreendimentos populares da Unicamp. Ela também deu exemplos de como é possível estreitar o diálogo entre a realidade comunitária e a pesquisa acadêmica. Uma parceria entre o CNPq, a incubadora e um arquiteto permitiu a criação de uma mesa adequada ao processo de triagem de material reciclável. A partir das demandas colocadas pelos próprios catadores, foi desenvolvida uma mesa ajustável em relação a altura, inclinação, mobilidade e tipo de resíduo. “Pedimos o material para construir a mesa, não uma mesa pronta. Isso faz toda a diferença quando você considera as necessidades dos próprios empreendimentos”, explicou. Hoje há oito mesas do tipo para cada empreendimento de reciclagem atendido pela incubadora.

O que deve estar em jogo em qualquer caso, segundo o educador social Luiz Carlos Favaron, é a apropriação de um modelo tecnológico que não sirva apenas aos interesses do mercado, o que muitas vezes significa excluir do processo de desenvolvimento técnico e científico todos aqueles que não conseguem se enquadrar como “consumidores de inovação”. “Entendo a Tecnologia Social como aquela em favor da coletividade, em nome da paz, do bem estar coletivo e do desenvolvimento humano. É outra tecnologia que não esta que está aí. Até que ponto queremos ir na raiz das desigualdades ou ficar na superficialidade das coisas?”, disse.

Como Favaron, a pedagoga Euzeni Nunes ficou sabendo da oficina da RTS por meio da programação geral do FSM. Ela integra o Núcleo de Tecnologia da Informação da Universidade Federal do Pará: “Já conhecia o tema, mas não a Rede. Vai ser muito bom ver como diferentes pessoas e instituições trabalham com a questão”, disse.

RTS

Fundada em 2005, a Rede de Tecnologia Social (RTS) viu saltar de 30 para 640 o número de instituições associadas. Com vistas a fazer valer esta capilaridade e criar efeitos demonstrativos capazes de levar à adoção de Tecnologias Sociais como políticas públicas, a RTS aposta este ano no fortalecimento da articulação em rede e na convergência institucional para garantir escala à reaplicação de TSs geradoras de trabalho e renda.

Segundo a secretária executiva da RTS, Larissa Barros, um primeiro passo para assegurar o êxito desta multiplicação é entender, desde o início, a diferença entre os conceitos de reaplicação e replicação. “A Tecnologia Social não é uma cópia. No processo de reaplicação ela precisa ser recriada e ajustada pelas comunidades”, explica.

Durante a oficina, a importância de respeitar as peculiaridades e potencialdiades locais foi realçada por diversos participantes. “Já participei de projetos de TSs que não deram certo porque muitas vezes a solução já chegava pronta”, lembra Cláudio Costa de Araújo, que trabalha com a integração de sistemas produtivos de pequena escala na Amazônia.

De acordo com Larissa, o desafio agora é consolidar a dinâmica de rede e envolver o maior número possível de instituições nos debates sobre os rumos da própria RTS. “Temos, na Rede, universidade, movimentos sociais, governos, empresas. Essa cultura da aproximação não é simples e demanda muito diálogo”, avalia. Entre as ações prioritárias para esta articulação, avisa, está a organização de momentos presenciais em que representantes das instituições associadas à RTS possam se conhecer e trocar mais diretamente conhecimentos e experiências.

Além de encontros pontuais nos estados, Brasília sediará, em abril, o II Fórum Nacional da RTS. Com caráter consultivo e propositivo, o resultado das discussões no Fórum orientará o planejamento, as diretrizes e resultados esperados para o biênio 2009-2010. Outra ação realizada ao longo do ano para estreitar a relações entre as instituições está na reestruturação do Portal, que teve a contratação de um novo jornalista e de uma nova equipe para a administração do site. “Isso sem falar na comunidade virtual, que já é um espaço que as pessoas podem se apropriar para trocar experiências e se conhecer melhor”, diz Larissa.
Certo, avisa a secretária, é que o tema vem ocupando cada vez mais espaço: “Evidência disto é que o tema do próximo Congresso do Fórum de Pró-Reitores de Extensão Universitária (Forproex) será justamente ‘Inclusão Social e Tecnologia Social’. Estamos avançando e quanto mais gente interagir, melhor”.

Por Vinícius Carvalho, jornalista do Portal da RTS

Abertas inscrições para Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social

Além das tradicionais categorias regionais, quinta edição do prêmio abre espaço para as categorias "Participação das mulheres na gestão de projetos sociais", "Gestão de Recursos Hídricos" e "Direitos da criança e do adolescente e protagonismo juvenil".

04/02/2009 - O lançamento da 5ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social ocorreu durante a programação do Fórum Social Mundial (FSM), que terminou no dia 1º, em Belém, com atividades concentradas nos campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social chega à quinta edição abrindo espaço para as categorias "Participação das mulheres na gestão de projetos sociais", "Gestão de Recursos Hídricos" e "Direitos da criança e do adolescente e protagonismo juvenil", além das tradicionais, uma para cada região do país.

Lotando o auditório da Reitoria da UFPA, o evento de lançamento contou com a presença de Zélia Damasceno, da oscip Poloprobio, do Acre, Arildo Mota, da Unisol Brasil, Janice Dias, da Petrobras, João Batista, da Superintendência do Banco do Brasil do Pará e do Amapá, Jacques Pena, presidente da Fundação Banco do Brasil, além de outros técnicos da entidade. "O Fórum é um espaço privilegiado para divulgarmos, já que estamos falando de forma direta com os maiores interessados", disse Jacques Pena.

Realizada a cada dois anos, com a parceria da Petrobras, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da KPMG Auditores Independentes, a premiação tem como objetivo identificar, certificar, premiar e difundir Tecnologias Sociais. O conceito compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, que representem soluções efetivas de transformação social. As inscrições serão realizadas apenas via internet www.tecnologiasocial.org.br, até o dia 29 de maio.

Os nomes dos vencedores serão conhecidos em novembro e cada um receberá R$ 50 mil, que devem ser destinados à expansão e melhoria dos processos e técnicas inscritos no concurso.

Norte e Centro-Oeste

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, revelou que o desafio desta edição é conseguir ampliar o número de inscrições oriundas das regiões Norte e Centro-Oeste. "Há muita coisa sendo feita por grupos destas regiões do país que ainda não conseguimos identificar. Precisamos conseguir chegar até eles para que possam se inscrever e participar", afirma.

De 2001 a 2007, a região Sudeste inscreveu 971 projetos; a região Nordeste, 585; a região Sul, 532; o Centro-Oeste, 250 e o Norte, 159.

O projeto Encauchados de Vegetais da Amazônia, do Acre, vencedor do Prêmio, em 2007, é um exemplo do potencial da região Norte de gerar Tecnologias Sociais. A iniciativa recupera a tecnologia indígena de fabricação dos encauchados, lâminas de tecido emborrachadas com o "leite" da seringa.

No processo, o látex não é coagulado nem defumado, mas concentrado por meio da secagem pela evaporação na temperatura ambiente. A essa técnica soma-se o conhecimento científico, para realização de um acessível processo artesanal de pré-vulcanização e mistura manual de fibras vegetais ao látex. A tecnologia não utiliza energia elétrica, máquinas ou estufas, além de agregar valor à base produtiva, gerando renda e qualidade de vida aos seringueiros.

Reaplicação

"O Prêmio nos abriu muitas portas. Além do selo de Tecnologia Social, o número de unidades implantadas pelo projeto na Amazônia subiu de 16 para 29 com a parceria da Petrobras e do Sebrae", comemora Zélia Damasceno, coordenadora pedagógica do projeto.

No auditório da UFPA, durante o evento de lançamento, ela apresentou uma das multiplicadoras da Tecnologia Social. "Antes, ela era apenas dona de casa - uma ótima dona de casa e mãe. Mas, hoje, é também uma coordenadora de pintura em sua comunidade", orgulha-se.

Arildo Mota, da Unisol Brasil, destacou a importância do investimento social em cadeias produtivas, do início ao fim, além das parcerias institucionais para o investimento em novas e velhas tecnologias. "Muitas vezes, isso significa apenas recuperar antigos hábitos alimentares e culturais, respeitando o meio ambiente", acredita.

João Batista, da Superintendência do BB do Pará e do Amapá, falou sobre a importância da estratégia de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil de investir em todas as etapas de cadeias produtivas, junto a agentes de desenvolvimento local, para geração de trabalho e renda em todo o país. "Coisas muito simples podem se tornar tecnologias e fazer a diferença para muitas pessoas", completa.

Reconhecimento

Outro exemplo de Tecnologia Social bem sucedida é a Cisterna de Placas Pré-Moldadas, do programa Um Milhão de Cisternas, desenvolvido pela Articulação do Semi-Árido (ASA). "É uma solução construída a partir do conceito de Tecnologia Social que é, ao mesmo tempo, um método e um processo de construção coletiva e de mobilização das comunidades", explica Jacques Pena.

Segundo Janice Dias, da Petrobras, o prêmio abre oportunidades para que grupos e organizações busquem recursos de outros parceiros. "A premiação não é o fim, mas o início de um processo de reconhecimento das Tecnologias Sociais e respaldo para que outras instituições invistam nessas iniciativas", acredita. De acordo com Janice, a Petrobras busca projetos no Banco de Tecnologias Sociais e na Rede de Tecnologia Social para desenvolver um trabalho com mais expansão e escala.

"O nosso único mérito é reconhecer os méritos alheios e identificar soluções sociais criadas por diferentes comunidades em todo o país", finaliza Jacques Pena.


Por Priscilla Carvalho, da Fundação Banco do Brasil