Fábio Couto, da Agência CanalEnergia, Negócios
05/02/2009
Um dos sinais que o governo teria emitido para os empreendedores eólicos é da adoção de contratos de energia com prazo de 20 anos, segundo avaliação do especialista Pedro Perrelli, da Associação Brasileira de Energia Eólica. Para ele, a medida, se considerada pelas autoridades energéticas, abre espaço para viabilização de investimentos e redução do custo do MWh produzido. Dados do mercado estimam que o custo médio da energia eólica é de R$ 200 por MWh.
Perrelli observa que o custo mais elevado da geração eólica no Brasil é decorrente da ausência de sinalização de uma política de longo prazo, com horizontes de contratação de energia. Segundo ele, a geração a óleo combustível e a óleo diesel tem custo de disponibilidade mais baixo, mas com eventuais reflexos para a modicidade tarifária quando são chamadas a despachar. O custo variável de uma eólica é zero, ressaltou.
Dados do Global Wind Energy Council utilizados pela associação indicam que o país encerrou 2008 com capacidade instalada de 341 MW. O país com a maior capacidade instalada, de acordo com o GWEC, são os Estados Unidos, com 25.170 MW. Perrelli observou ainda que a expansão da oferta eólica na matriz energética pode auxiliar na segurança energética. Como exemplo, o especialista comentou que a geração eólica no Nordeste pode assegurar o armazenamento dos reservatórios do complexo hidrelétrico de Paulo Afonso.
"Se a energia eólica for inserida na base, cada vez que um empreendimento entra em prioridade, há economia de água. É possível armazenar vento em forma de água", disse. Ainda de acordo com Perrelli, outra conseqüência será o resgate da plurianualidade dos reservatórios das hidrelétricas, que se perdeu diante da expansão do mercado e da entrada de usinas a fio d'água.
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